TRUQUES DISTINGUIDO COM PRÉMIO DE OURO PELO SEU DESIGN
O design dos rótulos da nossa gama TRUQUES, vinhos Douro D.O.C. foi distinguida com o Graphis Gold Award – Packaging 11, um dos prémios internacionais mais reconhecidos na área do...

Nos últimos anos, talvez mesmo nas últimas décadas, tem-se produzido muita investigação sobre vedantes para vinho. Alguns defendem a cortiça, outros os “screwcaps” e outros recomendam os vedantes sintéticos. Nos países com uma maior tradição vinhateira, a cortiça é claramente o mais utilizado, enquanto, especialmente nos países do hemisfério sul, o “screwcap” é usado para vinhos de gama baixa. No entanto, a maioria dos vinhos mais caros e distintos, independentemente do país, não deixam de usar cortiça.Esta discussão tem tido lugar no site da EWBC, e acho que posso contribuir para ela com o ponto de vista de um produtor de Vinho do Porto. O que é que nés andamos a usar como vedantes?
Na minha opinião, o Vinho do Porto vai resistir à nova onda de “screwcap” e vedantes sintéticos utilizados nos vinhos de mesa. Também neste campo o Vinho do Porto é uma bebida tradicional e os consumidores dificilmente aceitariam um vedante diferente de uma rolha natural. A cortiça permite uma lenta oxidação do vinho, a qual complementa o seu processo de envelhecimento. Além de tudo, a cortiça é o vendante com maior longevidade. As melhorias verificadas na qualidade das rolhas de cortiça, fruto do aumento da investigação por parte das principais empresas e associações do sector, tem vindo a diminuir os seus efeitos nefastos no vinho. Curiosamente, o último vinho que provei, ontem ao jantar, com um amigo que também participou na I EWBC, sofria de TCA!!
Oscar Quevedo